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Essa é a hora de mudar seu mindset!

24/07/2017

perfeição

Agora, à beira dos 50 anos, é que, efetivamente, estou conseguindo mudar meu mindset. E isso tem sido tão maravilhoso, que tenho vontade de me prostrar no chão em posição de reverência e agradecimento ao universo (Divino) o tempo todo por essa verdadeira graça.

Mindset… ou seja, mind = mente e set = configuração, chegando a configuração da mente. Ainda não está ligando o nome à pessoa? Eu explico.

A palavra de origem inglesa pode ter várias traduções. Entre elas: crença, atitude, paradigma, mentalidade, forma de pensar, processo mental, modelo mental, entre outras. A expressão é muito usada nas psicologias cognitiva, positivista e na Programação Neurolinguística (PNL). Ela se refere a um conjunto de pensamentos subconscientes (ou seja, não temos consciência de sua atuação quando são acionados) que governam outros pensamentos no momento em que interpretamos estímulos e situações externas.

Por se manter abaixo da linha de consciência, esse modelo mental impacta sobremaneira a nossa vida e a sua modificação, transformação ou minimização traz profundos efeitos à nossa atual realidade, principalmente no que se refere a reconhecer e trabalhar nosso talentos, potenciais e capacidades.

Mas acredito que para entender claramente do que se trata, nada como uma história pessoal. Fui criada em uma família com seis irmãos, com diferença de um ano e meio no máximo entre cada gestação. A disputada pela mínima atenção dos pais era voraz e cada um se virava, ou tentava se sobressair, da maneira que podia.

Com base nas minhas observações dentro do universo infantil, decidi que o melhor caminho seria ser a filha ‘perfeita’: a mais educada, a mais disciplinada, a mais estudiosa, a mais cordata, a que menos exigia algo para si. Conclusão: toda vez que apresentava um resultado excepcional (na minha visão…), como um boletim repleto de notas dez, meu pai olhava firmemente nos meus olhos e dizia: “O que você espera de mim? Palmas?  Parabéns? Você não fez isso pra mim, você fez para você mesma. Não fez mais do que a sua obrigação!”.

Ok. Raciocínio coerente para um adulto, mas inócuo para uma criança que buscava aprovação e afetividade. Inócuo não, ele se provou ao longos dos anos muito pernicioso. Bem, aqui não cabe críticas, julgamentos e nem censura. Os pais, como costumo dizer, são os mais humanos dos seres humanos. Isso diz tudo…

Enfim, essa frase se tornou uma crença que ecoa dentro de mim em qualquer situação na qual que tenha talentos ou virtudes merecidamente reconhecidos. Nunca – eu disse nunca – consegui entrar na sala de qualquer chefia e reivindicar um aumento, promoção ou vantagem pelo meu trabalho, afinal: ‘não fiz mais do que a minha obrigação!’. Quando alguém me elogia espontaneamente, primeiro olho para os lados para ter certeza de ela está falando de mim, depois escuto ‘a voz’ interna: “Como assim? Essa pessoa não percebe que não faço mais do que a minha obrigação?”. E assim caminhei por toda uma vida.

Mas chegando próximo ao meu cinquentenário (estou com 49), me deparo com uma grande virada de vida, que me levou a me formar como coach e a finalmente a reconhecer e estabelecer um diálogo com essa ‘voz interna’, com essa crença, com esse mindset. Mudar completamente acho difícil, até porque essas crenças também apresentam um lado altamente positivo. Quer ver?

Buscar ser ‘perfeita por obrigação’ me fez mais disciplinada, mais ética, mais determinada, menos palco e mais plateia, mais formiga e menos cigarra, qualidades que me trouxeram onde estou hoje: verdadeiramente feliz e centrada, na minha essência. O segredo? A reformulação das crenças que me limitavam. Uma delas agora ficou assim: “Tenho que ser perfeita, mas sou humana e tenho meus limites”. Outra: “Não fiz mais do que a obrigação, mas reconheço todas as minhas virtudes e talentos para alcançar esse resultado. Finalmente a grilhão se rompeu…