Quando as perdas se tornam insuportáveis

vendedor de sonhos

Um dia desses, me lembrei de padre católico Marcelo, quando, pele e osso, deu uma entrevista da televisão, na qual ‘confessava’ que achava que depressão era coisa de gente sem fé, ‘frescura’, e defendia que quem sentia compaixão e ajudava ao outro não tinha tempo para ficar deprimido. Bem, isso até ele mesmo ser acometido pela doença…

Eu também já subestimei o ‘mal do século’. Acreditava que o agravamento da depressão era o resultado da falta de força de vontade do paciente em buscar ajuda. Diferentemente do que muitos pensam, a doença atinge várias áreas químicas do cérebro, como os neurotransmissores. Dois elementos identificam esse mal: uma tristeza patológica, que não tem fim, e a absoluta incapacidade de sentir prazer.

Como aprendi sobre isso? Da pior maneira: sentindo na pele – da mesma forma que o padre Marcelo.  Graças a Deus não durou mais do que três meses com a ajuda de medicamentos, exercícios físicos e, principalmente, o acolhimento da família e dos amigos. Mas o que quero mesmo apontar é que a dor existencial é tamanha quando somos acometidos pela doença, em sua face mais grave, que os atos de respirar e abrir os olhos pela manhã se tornam absolutamente insuportáveis.

O tema é extenso, e só mesmo quem esteve nesse limiar sabe exatamente sobre o que estou falando.  Hoje, na biblioteca do Sesc-Campinas, resolvi pegar um livro de Augusto Cury, com o título “Nunca desista dos seus sonhos”, que teve também um filme em cartaz recentemente no cinema nacional: “O vendedor de sonhos”. Deparei-me com palavras que me tocaram por descrever o resultado de quem ‘se perde’ e ‘perde seus sonhos’:

“Sem sonhos, as perdas se tornam insuportáveis. As pedras do caminho se tornam montanhas. Os fracassos se transformam em golpes fatais. Mas, se você tiver grandes sonhos… seus desafios produzirão oportunidades e seus medos, coragem. Nunca desista de seus sonhos”.

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