DESAFIO: libertar o filho

Libertar um filho é o maior desafio de uma mãe. Uma missão que exige fé incondicional , entrega e abandono nas mãos do Mistério. Sinto até ânsia e um friozinho na barriga… Libertar um filho é acreditar que a vida dará generosamente o que for necessário a ele. Acreditar que quando ele sentir frio, o universo se encarregará de aquecê-lo. Quando sentir sede, alguém lhe dará um copo d’água. Quando sentir dor, será consolado com tanto amor e dedicação como se fosse a própria mãe. Libertar um filho é acreditar que, embora você queira ser até mesmo o ar que ele respira, não é. Que ele pode ser feliz e realizado plenamente mesmo que você não esteja lá para ver e compartilhar disso. Libertar um filho, antes de tudo, é também se libertar dos aspectos negativos da maternidade. Dar espaço para encontrar o vazio, para depois preenchê-lo com outros sentidos e agredecer com fervor por ter passado tanto tempo sendo alimentada e abençoada pela nutrição do amor materno. Maternidade é estado de graça. É divindade.
Em algum momento no futuro que se desenha e se concretiza me encontrarei novamente com a Ana Carolina mais íntegra, mais inteira, não mais a fortemente materna. Desse encontro acharei as minhas repostas e me depararei com os meus vazios a serem preenchidos. Sobre o meu filho, restará a esperança e fé de tê-lo instrumentalizado o suficiente para que siga em frente, independentemente da minha existência e interferência, em contato estreito com o Universo. Que ele peça e seja prontamente atendido. AMÉM!

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16 Respostas to “DESAFIO: libertar o filho”

  1. andrea Says:

    sem comentarios

  2. ANTONIO CARLOS ANTUNES Says:

    oi minha querida Carol.

    O amor verdadeiro é uma força incontrolável, não tem como resistir, só há cura na entrega e a entrega dá muito medo ao “EGO”.
    O “EGO” sempre controlou nossos achismos que nos leva a dor e a solidão e nos impede de nos lançarmos rumo ao novo e encontrar o amor absoluto. (olhe a foto que vc escolheu)

    Não há nenhum caminho, nenhum lugar para se ir,

    Nenhum conselheiro, nenhum professor, nenhum mestre.

    Somente a entrega.

    bjs. amo vc e amo o Davi.

    “AHO”

    com carinho do amigo de sempre

    Antonio Carlos

  3. Rui Motta Says:

    Mães cortam o cordão umbilical, simbólico ou não, mas nunca perdem o cordão emocional. Confiar o próprio filho à vida é apenas um passo dentro do papel de dar-lhe personalidade, prepará-lo para o futuro e deixar amadurecer a responsabilidade dele mesmo ser pai e libertar o próprio filho. Roda-viva.

  4. maria nilva boldo Says:

    Carol querida, com certeza você estará preparada para mais esse passo em sua vida. Oxalá todas as mães pensassem dessa forma….provavelmente seriamos adultos melhores hoje. Mas você ainda tem muito tempo para curtir essa criatura maravilhosa que é o Davi…..sem tantas preocupações..
    Beijos
    Nilva

    • Carol Says:

      Amiga querida,
      Um filho é um órgão seu que não está no seu corpo e nem sob o seu controle. Com três anos, Davi já mostra seus traços de individualidade… É fascinante e amedrontador… Beijos amor.

  5. Afetos e Ofertas Says:

    Carol, só para reforçar o que vc disse:

    “E uma mulher que carregava o filho nos braços disse: “Fala-nos dos filhos
    E ele disse:
    Vossos filhos não são vossos filhos.
    São filhos e filhas da ânsia da vida por si mesma.
    Vêm através de vós, mas não de vós.
    E, embora vivam convosco, a vós não pertencem.
    Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
    Pois eles têm seus próprios pensamentos.
    Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
    Pois suas almas moram na mansão do amanhã, que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
    Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis faze-los como vós,
    Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
    Vós sois o arco dos quais vossos filhos, quais setas vivas, são arremessados.
    O Arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com Sua força para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
    Que vosso encurvamento na mão do Arqueiro seja vossa alegria:
    Pois assim como Ele ama a flecha que voa, ama também o arco, que permanece estável”
    Texto de Gilbran Khalil

    Amei seu texto, Carol, e, ainda, não tenho filhos, mas as vezes sinto esse sentimento de super proteção a minha irma mais nova…parabéns pelo blog, e pela discussão enriquecedora

    Nana Andrade

    • Carol Says:

      Nana,
      Agradeço imensamente suas palavras e colaboração com texto tão profundo. É sempre bem-vinda neste espaço virtual para qualquer tipo de expressão. Pretendo também lhe fazer uma visita em seu blog.
      Grande abraço,
      Carol.

  6. José Carlos Vieira Says:

    A reflexão remete ao poema de Gilbran supra evocado que é aquietador se atentarmos para sua profundidade. Somos seres continuamente em evolução e vivemos na ilusão de buscadores da felicidade , muitas vezes ignorantes de ser necessário para alcançá-la liberar as seis emoções que lhe são perturbadoras, como ensina a tradição budista : “orgulho, inveja,, desejo/apego, obtusidade mental, carência e raiva/medo” . Amamos nossos filhos e os temos como o maior tesouro e frequentemente deixamos nossas mentes serem ocupadas por pensamentos negativos quanto ao futuro e a inevitável “partida” , para vôos autônomos e livres e isso gera padecimentos. Nossa cultura, principalmente ocidental, exerce influência sobre nossos conceitos e pensar e nos faz excessivamente apegados às coisas materiais e às pessoas. Rilke foi um dos poetas que mais perseguiram o “ desapego “ e sentenciou, tomando o exemplo dos gregos que estes : “… cônscios de sua finitude chegaram a um equilíbrio apolínio que falta ao homem moderno, presa do desamparo. Nas estelas áticas, o gesto afetivo era representado por um leve toque de mão no ombro, tão leve quanto o toque de adeus, pois ser transitório que é, o homem não pode ter apegos, sequer amoroso mas deve estar sempre pronto para, sem nostalgia, despedir-se a cada momento de algo ou de alguém” . Para nossa formação latina é difícil nos desprendermos das pessoas que amamos e que passam muito rapidamente por nossas vidas. O caminho do “despertar” proposto por muitas tradições deve ser seguido para superação dos medos e ilusões e os seres despertos enfrentam os sofrimentos e a dor com olhar e sentir metafísico e mais facilmente os superam confiantes na orientação de uma inteligência superior provinda da espiritualidade verdadeiramente libertadora . Avalio ser sua missão maternal cumprida com muita maturidade e a ilusão do “vazio” existencial não habitará seu ser. Avante!!! José Carlos Vieira

    • Carol Says:

      Zé,
      Inevitável nos questionarmos continuamente sobre essas questões. Que Deus me ilumine para decisões não ideais ou perfeitas, mas o mais positivas e frutíferas possíveis. Bjs

  7. Paulo Corrêa Neto Says:

    Carol
    Agradeço-lhe pela oportunidade de ler o que voce escreve e ler os comentários que são muito nutritivo.
    Beijos
    Paulinho

    • Carol Says:

      Nutritivo é ter um amigo eterno como você querido Paulinho. Sempre tão presente e carinhoso. Eu é que agredeço a sua audiência. Beijos, Carol.

  8. ANTONIO CARLOS ANTUNES Says:

    OI CAROLLLLLLLLLLL…. SAUDADESSSSSSSSSSS
    MUDEI DE E.MAIL…MUDEI DE CASA…MUDEI DE EMPRESA…MUDEI DE CIDADE…MUDEI DE SEXO…OPS, ISSO NÃO .. RISOSSSS
    LIGUE PARA MIM 11-9-8196.3902 TIM OU ENVIE E.MAIL
    COMO ESTA O DAVI?
    BJS. COM AMOR

    ANTONIOCARLOS@INTERAMBIENTAL.COM.BR

  9. Antonio Carlos Antunes Says:

    Carol… quando olho para tudo o que caminhei o todos os medos que já passei vi minha vida igual a música “Andança”

    … Já me fiz a guerra…Por não saber…Que esta terra encerra…Meu bem-querer…E jamais termina…Meu caminhar… Só o amor me ensina… Onde vou chegar…agradeço a mãe divina por me ensinar esse caminho, não é um caminho fácil, mas o importante é não desistir da “Andança” ou seja… ainda danço a vida!!!
    bjs.
    ac

    Andança / Beth Carvalho / http://www.youtube.com/watch?v=P7q7W6HQwpU

    Vim, tanta areia andei
    Da lua cheia eu sei
    Uma saudade imensa…

    Vagando em verso eu vim
    Vestido de cetim
    Na mão direita, rosas
    Vou levar…

    Olha a lua mansa…(me leva amor)
    Se derramar
    Ao luar descansa
    Meu caminhar..(amor)
    Meu olhar em festa…(me leva amor)
    Se fez feliz
    Lembrando a seresta
    Que um dia eu fiz
    (por onde for quero ser seu par)

    Já me fiz a guerra…(me leva amor)
    Por não saber
    Que esta terra encerra
    Meu bem-querer…(amor)
    E jamais termina
    Meu caminhar …(me leva amor)
    Só o amor me ensina
    Onde vou chegar
    (por onde for quero ser seu par)

    Rodei de roda, andei
    Dança da moda, eu sei
    Cansei de ser sozinha…

    Verso encantado, usei
    Meu namorado é rei
    Nas lendas do caminho
    Onde andei..

    No passo da estrada…(me leva amor)
    Só faço andar
    Tenho meu amor
    Pra me acompanhar..(amor)
    Vim de longe léguas
    Cantando eu vim…(me leva amor)
    Vou, não faço tréguas
    Sou mesmo assim
    (por onde for quero ser seu par)

    Já me fiz a guerra…(me leva amor)
    Por não saber
    Que esta terra encerra…(amor)
    Meu bem-querer
    E jamais termina
    Meu caminhar…(me leva amor)
    Só o amor me ensina
    Onde vou chegar
    (por onde for quero ser par)

    Lá lá lá lá lá lá
    Lá la lá lá lá lá….

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