De olhos bem “cerrados”

Você sabe a receita para transformar uma pessoa, aparentemente tranqüila e de bem com a vida, no verme do cocô do cavalo do bandido? É mais simples do que parece. Basta deixar entrar um vírus na vida dela. É isso mesmo, um vírus. Não de computador, mas destes relacionados à saúde humana e que estão por toda a parte do planeta. Não entendeu ainda? Deixa que eu explico.
Tudo corria bem. Viagem marcada para ver a mãe e a irmã em Maringá para o Natal. Davi se recuperava de uma conjuntivite química, provavelmente causada por agente químico. Tudo bem… Na viagem até o Paraná, Davi contraiu uma conjuntivite virótica (daquelas que “pega” só de olhar). Paguei oftalmo particular lá em Maringá e comecei a tratar meu filhote. Não pude ir à festa de comemoração do Natal por conta disso. Principalmente porque ela aconteceu em um parque aquático. Imagina Davi com conjuntivite virótica lá? Nem pensar…
Bom, dos males o menor… Voltei a Campinas e dei de cara com a babá de Davi com uma “baita” conjuntivite virótica e bacteriana (são dois tipos distintos). Além disso, no meu primeiro dia de plantão, o meu olho ficou inchado e vermelho. Corri para o Penido naquela noite mesmo, morta de medo de repassar a conjuntivite para o Davi que já estava praticamente de alta. Foi a quinta vez que fui ao instituto em pouco mais de sete dias. Medicada, fui aconselhada pelo oftalmo a pegar um atestado de 7 dias e não ir trabalhar.
Mas, quê… Como deixar o pessoal na mão no plantão do jornal depois de ficar quase semana de folga? Acreditei que poderia manter as pessoas protegidas e subestimei a minha fantasia de controle. Nada estava sob controle…
Levei Davi para o trabalho na sexta-feira (31/1) e para ficar com a minha tia e familiares no sábado (1/1). Neste mesmo dia a babá me ligou e disse que estava com os dois olhos fechados e muita dor. Lógico que disse para ela não vir trabalhar e procurar uma clínica competente. Isso, depois dela usar todo tipo de ungüento popular para os olhos e acreditar no farmacêutico, que lhe indicou uma pomada nada a ver.
Avisei que não iria trabalhar no domingo e adiantei a edição do jornal.
Nesse mesmo domingo, acordei muito mal e voltei ao Penido mais uma vez. O plantonista me indicou uma injeção e a manutenção do tratamento. Me deu um atestado de três dias de afastamento do trabalho.
Quando estava tomando a injeção na farmácia, atendo a uma ligação. Era a minha tia, que ficou com Davi para que eu pudesse trabalhar, me avisando que havia pego a “maledita” conjuntivite. Ela já trata de glaucoma e o médico deu um atestado de 15 (quinze dias) !!!!. Ou seja, por amor a mim e Davi, ficou com ele e acabou sofrendo essa dor. Além, disso, ela trabalha no comércio e ganha por comissão. Portanto, sem venda, sem comissão… Uma amiga nossa de São Paulo, que também estava na festa de Ano Novo, disse que também pegou a conjuntivite. Fiquei de cara no chão. Me sentindo o próprio vírus. Chorei e fiquei sem dormir essa noite, mas o que quê eu poderia dizer pra ela, a não ser que sinto muito e que estou rezando para que tudo acabe bem?
A babá em ligou na segunda e disse que precisou fazer raspagem no olho para conter a infecção e se eu queria que ela fosse trabalhar. Claro que não né!!!!!! Arrumei com uma vizinha para ficar com Davi das 18h às 21h, para que eu pudesse voltar ao trabalho. Supersolidária essa minha vizinha Juliana… Legal, mesmo…
Mas qual, fui ao Penido e não tive alta e voltei a pegar mais um atestado de dois dias. Voltarei ao trabalho apenas na segunda-feira (8/1).
Concluindo: Davi (que benção) está de alta, com saúde. Eu estou me recuperando e devo estar de alta logo. A babá, só Deus sabe, porque tem que levar em conta a ignorância, a falta de educação e asseio e a falta de informação dela (por mais que eu explique parece que ela não entende…) e o pior pra mim está sendo mesmo o caso da minha tia que está bastante mal, passando por muita dor e preocupada com o emprego, uma vez que se o afastamento passar de 15 dias, será preciso entrar no INSS e fazer perícia.
Então, entendeu como é que a gente se torna, de um dia para o outro, o verme do cocô do cavalo do bandido?

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2 Respostas to “De olhos bem “cerrados””

  1. Rui Motta Says:

    Não, minha cara. Você não causou tudo isso. Você e o seu querido Davi apenas estavam no meio do caminho. Ainda bem que tudo está legal agora. Sustos como esse fazem parte do desafio de viver. Vocês ainda vão ver e viver muita coisa boa nesta vida, juntos. Feliz 2011.

  2. Carol Says:

    Agradeço muito suas palavras Rui. Estou respirando fundo sim e apostando nas boas coisas da vida para 2011. Desejo o mesmo para você e a sua bela família. Beijos,

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