Mudança pressupõe experenciar, experimentar

 

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Nada como uma reunião com os companheiros de trabalho, propondo um novo procedimento para minimizar erros e falhas, para se perceber a multiplicidade de reações humanas ao novo e à mudança. Um simples: “Que tal fazer assim?” se transforma numa sucessão de justificativas e motivos sobre o porquê não devemos mudar nada. Afinal, o atual já está ruim e antes o ruim conhecido que o bom (quem sabe?) desconhecido, não é mesmo?!

Colocada a proposta em discussão para o grupo é só observar as reações e atitudes para se saber com o quê e com quem se está lidando. Uns permanecem em total silêncio. Não acrescentam nada. Ficam em cima do muro, confiantes que poderão se adaptar à nova situação sem perder muito da sua atual estabilidade. Ficam lá, igual a um recipiente vazio, à espera de seu conteúdo. Sua posição não ultrapassa a linha nem do pessimismo e nem do otimismo. A mensagem parece ser: “não me notem, assim, não corro riscos e não me exponho”.

Outros, incrivelmente, tomam tudo do ponto de vista pessoal. A cada sugestão, reagem como se tivessem sido agredidos fisicamente. Vomitam uma lista de críticas, mostram detalhadamente todas as dificuldades de se obter os resultados desejados e rebatem acintosamente quando questionados. Esses são dos mais difíceis de lidar, porque mesmo que se mostre claramente que seu comportamento é negativo e pouco produtivo não conseguem sequer ouvir com o mínimo de clareza para formar uma opinião. Na verdade, não digerem as idéias e por isso mesmo acabam vomitando em cima das pessoas.

Mas nem só de reações extremistas vive uma reunião de trabalho. Graças à Deus! A atitude otimista e receptiva às mudanças de alguns participantes acrescenta e equilibra a dificuldade de outros. Essa posição flexível e fluída como a água, parece ser a chave para transformar uma informação, que à princípio poderia ser encarada negativamente – no caso, uma mudança de procedimento – em um incentivo e um estímulo que traz mais comprometimento e desafio.

Mudança pressupõe experenciar, experimentar, transitar sem medo pela tênue linha entre a tentativa e o erro. Pressupõe uma certa paciência e insistência para incorporar uma sensação, um hábito e um comportamento novo.

Isso me leva à pensar que a confiança no próprio talento e capacidade de trabalho é que levam o indivíduo a se manter em uma postura de abertura e a um distanciamento necessários para uma análise mais apurada dos prós e contras do novo. Essa atitude será peça fundamental para ajudar a ‘aparar as arestas’ e realmente contribuir com a mudança.

Quando não se está preocupado em se defender das possíveis ‘críticas’, as idéias e a criatividade passam a fluir com naturalidade. A questão parece ser novamente o ego, a vaidade, a persona. Defendo ferrenhamente que a quem erra, somente cabe o reconhecimento da falha e a busca honesta de um progresso para não voltar a repeti-lo. O resto é balela. É tentar explicar o inexplicável ou ainda, o que está mais do que evidente para qualquer um.

Os que acreditam que estão se defendendo muito bem de ‘supostas acusações’ de falhas, não percebem o que fica evidente para quem assiste: a total falta de humildade e senso de união e companheirismo. Não percebem que quando um erra, erramos todos, até mesmo por omissão.

Coincidentemente recebi um texto, pelo e-mail, quem vem a calhar. Nele, um pai explicava para a filha como se podia enfrentar as coisas da vida de forma diferente. Encheu uma panela com água e nela ferveu uma cenoura, um ovo e pó de café. Depois explicou para ela que todas as três coisas foram submetidas à mesma temperatura alta e pressão e cada uma reagira de forma diferente. A cenoura entrara forte, firme e inflexível, mas depois amolecera e se tornara frágil. O ovo era frágil mas depois de ter sido fervido na água, seu interior se tornara mais rijo. Já o pó de café foi incomparável, pois depois ser colocado na água fervente, ele havia mudado a própria água. A questão é: como respondemos às adversidades da vida, quando elas batem à nossa porta?

Como a cenoura que parece forte, mas com a frustração murcha, torna-se frágil e perde sua força? Ou como o ovo, que começa com um coração maleável, mas que depois de alguma perda ou decepção se torna mais duro, apesar de a casca parecer a mesma? Ou será que você é como o pó de café, capaz de transformar a adversidade em algo melhor ainda?

Somos nós os responsáveis pelas nossas próprias decisões. Ao ouvir outras pessoas reclamando da situação, ofereça uma palavra positiva. Mas você precisa acreditar nisso. Confiar que você tem capacidade e tenacidade suficientes para superar mais este desafio.

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Uma resposta to “Mudança pressupõe experenciar, experimentar”

  1. andrea Says:

    eu acho q sou a cenoura.

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