Chega de jogar o lixo sob o tapete!

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A produção de resíduos é inerente e inexorável à nossa condição humana. Porém, a questão é: você sabe para onde vai o seu lixo? Ou você é um daqueles que trata de por tudo em um saco plástico, este dentro da lixeira e ‘tchau e benção’? Bem, tenho péssimas notícias para você: lata de lixo não é um desintegrador mágico de matéria e portanto o que produzimos acaba descansando em algum lugar da nossa Mãe Terra.

Triste pensar que tratamos tudo o que não queremos ver e nem nos responsabilizar da mesma forma: varrendo a sujeira para debaixo do tapete ou então para dentro do saco plástico e depois… “sei lá! nem quero saber!”

Bem, o lixo continua existindo depois que o jogamos fora. Por outro lado, não há como evitar que se produza esse lixo. Mas podemos diminuir essa geração e nos responsabilizarmos por ela, cuidando de separar os recicláveis e evitando, cuidando em não adquirir embalagens de materiais de difícil decomposição e diminuindo o consumo em geral. Parando de comprar por compulsão.

Quero crer que tem coisas que a gente só não faz por não saber como. Quer uma boa idéia? Navegue pelo site http://www.lixo.com.br e você vai ter informações básicas sobre como a coisa funciona. É importante conhecer o processo e as regras quando queremos fazer a diferença dentro de uma realidade. Se a idéia é construirmos um mundo melhor, precisamos acreditar que a nossa ação individual faz toda a diferença, certo?

Para começar, que tal pensar antes de comprar? Você sabia que 40% do que escolhemos e pagamos é puro lixo? Isso sem contar as inúmeras coisas que compramos e depois nem usamos. São embalagens que, quase sempre, não nos servem para nada e que vão direto para os aterros sanitários aumentar os nossos ‘restos imortais’ no planeta.

Olhe e pense no resíduo da sua compra (embalagem) antes de comprar. Às vezes um produto um pouco mais caro tem uma embalagem reaproveitável

Tomar qualquer tipo de responsabilidade sobre o lixo que produzimos já faz uma grande diferença em todas as áreas da nossa vida. É preciso, simplesmente, separar o que produzimos e pesquisar as alternativas de destinação, ecologicamente corretas, mais próximas. Difícil? Não!

Há alguns anos me senti, literalmente, um lixo, quando vi minha mãe passando uma água nos itens recicláveis para colocá-los juntos, limpos e secos em um saco, aumentando as possibilidades de reciclagem. Percebi que não fazia qualquer esforço para ajudar nessa preservação do meio ambiente e fiquei morta de vergonha. Mas, nunca é tarde para se ‘aprender a ser gente’ e hoje sou uma defensora feroz da seleção e reciclagem. A história das coisas que usufruímos não acaba quando as jogamos fora. Muito menos a nossa responsabilidade.

Não é complicado, nem precisa separar por tipo de material pois, na maioria das cidades, a coleta dos materiais é realizada por um veículo que não tem separações e essa atividade é feita nas cooperativas. Basta colocar uma lata de lixo a mais na sua cozinha e separar: em uma, o lixo seco e com o símbolo universal de reciclagem e na outra, o lixo úmido e orgânico.

Para os que desconhecem o princípio básico do processo o lixo seco se constitui de papel, papelão, jornais, revistas, cadernos, folhas soltas, caixas e embalagens em geral, caixa de leite, caixas de papelão (desmontadas), metais (ferrosos e não ferrosos) latas em geral, alumínio, cobre, pequenas sucatas, copos de metal e de vidro, garrafas, potes e frascos de vidro (inteiros ou quebrados), (todos os tipos), garrafas PET, sacos e embalagens, brinquedos quebrados, utensílios domésticos quebrados.

Os úmidos: cascas de frutas e legumes (lixo compostável, restos de comida, papel de banheiro, sujeira de vassoura e de cinzeiro. E, por fim, os não recicláveis: papel higiênico, papel plastificado, papel de fax ou carbono, vidros planos, cerâmicas ou lâmpadas.

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico realizada pelo IBGE 2000, coleta-se no Brasil diariamente 125,281 mil toneladas de resíduos domiciliares e 52,8% das cidades brasileiras dispõem seus resíduos em lixões. Meu Deus, é assustador!

Dos cerca de 5,5 mil municípios brasileiros, pouco mais de 135 têm algum programa de coleta seletiva de lixo – separação de resíduos sólidos de papel, vidro, plástico e metal. Nesse momento você deve estar se perguntando: “Então pra quê fazer a separação?” Respondo: para cada um fazer a sua parte. Para cada um salvar uma estrela do mar, mesmo que isso pareça um esforço sem resultado. É no nosso bem-estar interno que estou interessada. Nos nossos processos internos de reciclagem do lixo, não apenas materiais, mas psíquicos também. Precisamos nos responsabilizar pelos nossos atos.

Esse tema, como a alimentação, é complexo e se desvela em outros níveis. Voltarei a ele em outra oportunidade. Por ora, vamos fazer a nossa parte!

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2 Respostas to “Chega de jogar o lixo sob o tapete!”

  1. andrea Says:

    ha 15 anos eu reaproveito papel.

    ha 15 anos meu lixo é separado.

    meu sonho era ter uma mega estrutura para reciclar todo lixo da regiao.
    limparia o meio ambiente , plantaria arvores e cuidaria dos animais.
    criaria empregos vinculados a educaçao, saude , transporte e meio ambiente.

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