Um toque de Midas

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Gosto muito das histórias infantis, das lendas e dos contos de fada. Eles sempre têm algo a ensinar e nos instigam a buscar potenciais internos que estão ‘adormecidos’, as chamadas energias arquetípicas, imemoriais. Você conhece a história do Rei Midas? Mais do que falar sobre a ganância desmedida, esse mito nos incentiva a buscar nosso próprio talento para transformar as ‘coisas’ (e aqui incluo basicamente tudo, desde situações, emoções e até objetos) no mais ‘puro ouro’, aqui, como algo valioso, brilhante e rico. Cabe também dizer que o ouro foi uma das principais metas dos alquimistas na Antigüidade. Eles queriam descobrir a fórmula para transformar metais comuns como o chumbo ou o cobre, em preciosos, como o ouro e a prata. Mais adiante retomaremos exatamente esta idéia. Resumidamente, embora tenha muitas versões, a história do Rei Midas é a de um soberano que era obcecado pelo nobre metal. Tinha uma filha, que ao contrário, valorizava apenas o que era vivo e animado. Nisso, aparece um feiticeiro que o convida a fazer um desejo e ele, sem pensar, pede que tudo o que toque se transforme em ouro. Seu desejo é realizado e, assim, tudo em que encosta vira ouro. Sua felicidade é imensa até que descobre que não pode beber e nem comer nada, pois tudo vira metal. Desesperado, busca por sua preciosa e amada filha e sem pensar, acaba tocando-a e a transformando numa estátua sem vida e dourada. Vamos um pouco além da questão do castigo, da punição pela ambição ilimitada com a perda da pessoa amada, e nos precipitemos sobre o talento e o dom de transformar as coisas em ouro. Todos temos este poder. Aliás, sinto que nem todos entendem que a verdadeira cerne da alquimia se reveste no poder da transcedência, da transmutação de um estado para outro. E essa fórmula, de um poder sobrenatural e absurdo, pode ser aplicado a todos os contextos de nossa vida. Muito tenho ouvido falar sobre a crise econômica, o desemprego, as altas exigências do mercado de trabalho e principalmente sobre os baixos salários e a falta de perspectivas de promoções ou avanços na carreira. Realmente, situação bem difícil e muitas vezes desanimadora.. Fica compreensível imaginar, diante de um quadro como esse, um comportamento de ‘chumbo’ (pesado) ou de ‘cobre’ (oxidante) frente ao cotidiano e do nosso trabalho de Sísifo. Depois de me debater muito com essa questão, aqui no jornal, descobri, somando conhecimentos, leitura e prática, que podia ter o aspecto positivo do Rei Midas: transformar o meu chumbo em ouro. Já que não podia, nesse momento, conseguir um acréscimo no meu salário em dinheiro e nem uma promoção, comecei a buscar todas as possibilidades e oportunidades que a empresa poderia me oferecer como benefícios a serem somado ao meus rendimentos mensais e assim, descobri o meu próprio poder e agora sou também um Rei Midas. Pense comigo algumas opções de transmutação: * Veja, estude e negocie horários mais flexíveis durante o expediente de trabalho, para que você possa, de repente, fazer um curso voltado para a criatividade, ioga, ginástica, ou simplesmente, caminhar no Bosque ou na Lagoa do Taquaral; * Aproveite quaisquer cursos, workshop, seminários e palestras que a empresa possa oferecer, se sentindo, honestamente, privilegiado por aprender coisas novas e conhecer outras pessoas. Sair da rotina é sempre uma possibilidade de enriquecimento pessoal em todos os aspectos. Além, disso, em muitos casos, há uma viagem envolvida e o prazer de conhecer um lugar novo ou de revisitar o mesmo lugar é grande; * Sonde a possibilidade de conseguir uma ajuda da empresa para voltar a estudar, realizar um curso ou comprar um bem dos seus sonhos. * Deixe de lado a idéia de que os almoços de negócio ou os coquetéis de lançamento são uma chatice, cheios de gente desinteressante, e passe a freqüentá-los como se fossem (e são) uma incrível oportunidade de se expor, aparecer, ser visto, sentido e ouvido, e ainda de criar uma imensa e magnífica rede de relações com vários tipos de pessoas, de todo tipo de tribo. Uma vitrine perfeita para nos mostrarmos e também para sentir como somos percebidos no ambiente social. Nunca se sabe quando estaremos precisando de uma ‘mãozinha’ daquele delegado que conhecemos em uma festa, ou daquele especialista em matemática financeira. Além disso, comer em restaurantes sempre é uma experiência ritualística e saborosa. Tenho praticado a minha ‘caça aos tesouros’. Tenho praticado o meu poder de transmutação o tempo todo. Não só por uma questão de sobrevivência mas porque, de fato, a vida é da forma como posso e consigo senti-la. O ano de 2009 ten a regência astrológica do Sol, nosso astro-rei. Todos temos o Sol em nosso mapal. Seu elemento é o Fogo e tem no signo de Aquário seu oposto complementar. Um dos mitos ligados ao Sol é o de Apolo, o deus grego da da beleza, da arte e da profecia. Uma oprotunidade de trabalharmos a autoestima, autoconfiança, sem perder a amorosidade. A energoia solar favorece a busca para equilibrar Ego e a Alma, trazer o brilho para o cotidiano e realizarmos sonhos e projetos. Ou ainda, transformar tudo em ouro…

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Uma resposta to “Um toque de Midas”

  1. andrea Says:

    irei buscar esse Midas em mim

    grata fonte

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